O Chamado
“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”
No capítulo 11 de Hebreus, o Espírito Santo relaciona para nós exemplos de fé extraídos do Antigo Testamento. São a “nuvem de testemunhas” fiéis ao Senhor que o autor menciona no primeiro versículo do capítulo 12. Fala daqueles que, desde Abel até aos mártires, “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada... (homens dos quais o mundo não era digno)” (11.37,38). Depois, como se ele olhasse para a vida de cada um de nós, a igreja de Cristo hoje, diz, no capítulo 12, que na nossa luta contra o pecado ainda não temos resistido “até ao sangue”, ou seja, até à morte. O que isso quer dizer? Se olharmos para as testemunhas do capítulo 11, veremos que eram pessoas que preferiam morrer a pecar.
Podemos imaginar Abel dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a deixar de dar ao Senhor o melhor em meu sacrifício”. Por isso, alcançou a “aprovação de Deus”(11.4). Dá para ouvirmos Abraão gritando no deserto: “Eu prefiro morrer a pecar, a desconfiar das promessas do Senhor”. Então ele “partiu sem saber aonde ia” (11.8). Conseguimos imaginar Moisés “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (11.25). E podemos visualizar ainda Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e tantos outros que se desenbaraçaram de todo peso e do pecado.
Hebreus 11 não é apenas uma galeria dos heróis da fé. É, sim, uma cruzada pela santidade.
Os escolhidos do coração do Pai são aqueles que, instigados pelo seu Espírito, expõem a alma sedenta de Deus, dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a aborrecer o coração do meu Senhor. Para mim, é melhor morrer do que me prostituir ou adulterar; do que mentir ou enganar; do que sonegar impostos, roubar ou cobiçar. Eu prefiro morrer a amar o dinheiro, idolatrar meus bens ou corromper minha alma com a luxúria. Prefiro morrer a invejar o meu irmão, a ter amargura contra o próximo ou alimentar o ódio em minha vida”.
Deus nos chamou à santidade. E, se algo menos que isso satisfizer o nosso coração, então todo esforço missionário não passará de aventura humana, não chegando nunca a ser obra de Deus.
*Texto extraído do livro Missões o desafio continua do Rev. Ronaldo Lidório.

Esse texto do Rev. Ronaldo foi lido ontem na reunião de oração da IPG. Estou compartilhando. Deus te abençoe.
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