sexta-feira, 18 de março de 2011

O Chamado

O Chamado

“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”

            No capítulo 11 de Hebreus, o Espírito Santo relaciona para nós exemplos de fé extraídos do Antigo Testamento. São a “nuvem de testemunhas” fiéis ao Senhor que o autor menciona no primeiro versículo do capítulo 12. Fala daqueles que, desde Abel até aos mártires, “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada... (homens dos quais o mundo não era digno)” (11.37,38). Depois, como se ele olhasse para a vida de cada um de nós, a igreja de Cristo hoje, diz, no capítulo 12, que na nossa luta contra o pecado ainda não temos resistido “até ao sangue”, ou seja, até à morte. O que isso quer dizer? Se olharmos para as testemunhas do capítulo 11, veremos que eram pessoas que preferiam morrer a pecar.

            Podemos imaginar Abel dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a deixar de dar ao Senhor o melhor em meu sacrifício”. Por isso, alcançou a “aprovação de Deus”(11.4). Dá para ouvirmos Abraão gritando no deserto: “Eu prefiro morrer a pecar, a desconfiar das promessas do Senhor”. Então ele “partiu sem saber aonde ia” (11.8). Conseguimos imaginar Moisés “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (11.25). E podemos visualizar ainda Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e tantos outros que se desenbaraçaram de todo peso e do pecado.

            Hebreus 11 não é apenas uma galeria dos heróis da fé. É, sim, uma cruzada pela santidade.
            Os escolhidos do coração do Pai são aqueles que, instigados pelo seu Espírito, expõem a alma sedenta de Deus, dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a aborrecer o coração do meu Senhor. Para mim, é melhor morrer do que me prostituir ou adulterar; do que mentir ou enganar; do que sonegar impostos, roubar ou cobiçar. Eu prefiro morrer a amar o dinheiro, idolatrar meus bens ou corromper minha alma com a luxúria. Prefiro morrer a invejar o meu irmão, a ter amargura contra o próximo ou alimentar o ódio em minha vida”.
            Deus nos chamou à santidade. E, se algo menos que isso satisfizer o nosso coração, então todo esforço missionário não passará de aventura humana, não chegando nunca a ser obra de Deus.


*Texto extraído do livro Missões o desafio continua do Rev. Ronaldo Lidório.

terça-feira, 15 de março de 2011

“Plano de Guerra”

“Plano de Guerra”
           
   Se você fosse um estrategista de guerra como então planejar a derrota, ou a destruição total de um inimigo? Bom, não sou esse estrategista, contudo penso que esses técnicos da destruição agem na identificação e posteriormente, ataque, nas vulnerabilidades de seus inimigos.
           
    Do mesmo modo, Satanás é um perito em identificar e atacar pontos fracos. Por exemplo, uma pessoa que está fragilizada por sonhos frustrados, decepções relacionais, ansiedade e coisas do tipo é um alvo fácil. Primeiro porque em momentos assim o coração rebelde aparece duvidando do caráter de Deus e estabelecendo seus próprios caminhos. Como diz a música do Casting Crowns, de forma lenta e constante conceções são feitas, valores preciosos são negociados quando você fica aos seus próprios cuidados. Poderíamos lembrar aqui também da falta de devocionalidade que é gerada pela falta de paixão por Deus, a frieza do coração gerada pelos cuidados desse mundo... Na verdade, muitos são os fatores que geram brechas em nosso coração.        
           
      É nesse momento de brechas que se abrem onde as maiores guerras são travadas, em situações quando a armadura de Deus (Ef 6.10-20) é retirada e somos severamente atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Uma coisa que devemos estar atentos nessas guerras é que ela não é uma guerra de explosões bombásticas e coisas muito aparentes. Nosso inimigo faz as coisas de forma sorraterira, lançando dúvida sobre a Verdade e dando razão para os momentos de mentira e rebeldia do nosso coração. É um ataque muitas vezes revestido de coisas como: “o que tem de mais?”, ou, “isso é bobagem, deixe de ser xiita!”.
            
      Agora a pergunta que segue: De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o (o seu caminho) segundo a Tua palavra (Sl 119.9). Esse é o chamado a observarmos nosso caminho segundo a Palavra viva e eficaz. A deixarmos nossa incredulidade, ídolos e rebeldia cravados na cruz e seguirmos a Cristo custe o que custar. Que Deus nos abençoe!
                                                                                                                                  
                                                                                                                                  Leonardo Cavalcante