“Guerra dos mundos”
“Acreditar em si mesmo é fundamental na luta por uma aprovação em um concurso público. Enxergue-se como alguém capaz de superar seus próprios limites. Não importa se ninguém acreditar no seu potencial, desde que você acredite!!”
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“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.”
Paulo em Rm 11.36
Eu não sei você, mas quando lemos estas duas sentenças percebemos um distanciamento enorme entre elas. A primeira reflete bem o coração do homem que tem em si, um local de adoração todo ornamentado e consagrado a um deus chamado “eu”. Na verdade, esta é uma das questões fundamentais “proporcionadas” pela queda. Todos concebem a realidade por aquilo que é aprendido de forma pré-discursiva (nos primeiros anos de vida) e discursiva, concreta e abstrata, humanista e mística. Esta realidade se estabelece, de forma prática, naquilo que eu tenho que “ser” e “ter”, daí então, é criado um ambiente onde cada pessoa precisa firmar seu reino aqui na terra. As lutas para que este reino seja efetivado, demandada das pessoas uma agenda totalmente direcionada para a edificação e promoção desse reino pessoal. Sacrifícios são requeridos e afirmações de que, tudo é seu, acontece por meio de você (esforço, capacitações) e para você (num sentido de glória e méritos pessoais), saturam a mente das pessoas definido assim o comportamento social. A sociedade por sua vez alimenta esta cosmovisão levando as pessoas a um constante estado de embriagues que é revelado em vidas cada vez mais auto-centralizadas.
Não é a toa que a sociedade atual vive um estado de degradação estrutural. No momento em que não existe mais a percepção Bíblica de um Deus que reina soberanamente e estabelece o Seu reino também nos homens, o próprio homem, de acordo com toda sua formação social e principalmente por possuir um coração corrompido pelo pecado e sujeito as ações satânicas, cria mecanismos para uma promoção de si mesmo e sua vontade. Estes mecanismos são evidenciados no comportamento corriqueiro das pessoas, quando estas, traçam seus objetivos (sejam quais forem) utilizando-se de meios, na maioria das vezes corrompidos, com a finalidade de atingirem o (os) propósito (os) determinado (os). Poderíamos citar vários aspectos que compõem esta realidade social que nos cerca, mas gostaria de pensar em alguns bem claros, por exemplo, a família, a sociedade e a natureza.
As relações familiares atuais sofrem um dos maiores embates da história. A corrupção dentro dessa estrutura Bíblica tem gerado uma série de tragédias no mundo. Como isso acontece? Bom, uma visão de mundo não surge de uma hora pra outra, ela é fomentada desde a mais tenra idade. Ou seja, aquilo que desde cedo influencia o coração de uma pessoa, um dia, pode será compartilhado por ela dentro de um grupo, que por sua vez, dentro de uma estrutura de plausibilidade, compartilhará com outros grupos, fazendo com que esta visão que antes era familiar, se torne regional e quem sabe até global. Alguns pontos podem ser elencados como fatores que têm afetado a família, um fato bem nítido é a inversão dos papeis na relação marido e mulher que gera uma crise de identidade profunda entre casais levando ao fim muitos casamentos. O homem não sabe mais o que é ser homem, para ele, ou se vivencia a figura de um ditador, ou a de um cãozinho de estimação preso em uma coleira. Do outro lado, a mulher vem perdendo as características da piedosa mãe e esposa para uma burocrata que lidera, luta e empreende para garantir seu lugar ao sol. A falta de identidade e a ausência desses pais devido às pressões da sociedade e ao corre-corre diário para a obtenção de recursos, na intenção de “garantir um futuro melhor” para os filhos, ou para uma vida mais satisfatória, por sua vez, envia ao mundo uma geração de filhos sem afeição natural e com transtornos psíquicos que tem como base a ansiedade. Isso se vê com clareza no aumento da violência, na falta de limites, respeito, imoralidade sexual e outros fatores que se estampam nas páginas dos jornais, na internet e em noticiários televisivos diariamente, comprovando que viagens e coisas não substituem a falta dos pais.
Se dentro das casas as relações andam assim, o que pensar do momento em que saímos dela? A falta de identificação com o próximo vem tomando formas aberrantes. Como explicar as chacinas, o assassinato de mendigos nas ruas, os estupros, o ganhar dinheiro promovendo a morte de milhares de pessoas através da produção e venda de drogas? Como não negar as negociatas, o caixa dois, a sonegação, os papeis encobertos, as mentiras? A falta de identificação com o próximo é tão grande que antes ficávamos espantados, quase que sem dormir, ao ver a imagem de pessoas assassinadas, contudo hoje em dia isso se tornou algo comum. Ver crianças cheirando cola ou usando crack, mendigando nos sinais, perceber famílias em situações miseráveis e esta incrível disparidade social, são coisas que não nos sensibilizam. Os fins de fato têm justificado os meios, porque não importa aquilo que “eu” faça, contudo, se “eu” obtiver aquilo que quero então está valendo, não importa se haverá fraudes, mágoas, se reputações serão abaladas, importa o meu alvo, a minha meta. Na ânsia pelo ter e ser, o homem se torna muitas vezes um ser repugnante e coisas que antes eram postas como grandes absurdos tornam-se aceitáveis para que o reino que ele idealiza seja concretizado e bem sucedido.
Bom, se as coisas caminham assim com pessoas, ela se torna muito pior no governo da criação. O mandato cultural que Deus deu ao homem, assim como em todas as outras áreas, foi também alvo da maldição da queda. O que presenciamos é uma utilização exagerada e irresponsável de tudo aquilo criado por Deus. As devastações, desmatamentos, a falta de saneamento são pontos que estão sempre na pauta dos candidatos, entretanto, se restringem na maioria das vezes (pra não sermos tão pessimistas) as pautas (aqui vai um link bem legal que fala sobre este assunto: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E ). Não somos bons administradores daquilo que nos foi conferido. Mesmo com toda luta para uma conscientização da população sobre sustentabilidade, preservação, conservação e coisas do tipo, estamos longe de atingirmos o ideal. Por outro lado, não podemos cair no erro de servirmos a natureza, o princípio é usá-la de forma sábia, coerente, que reflita o governo de Deus.
Em linhas bem gerais, estes são alguns aspectos do reino dos homens. No próximo texto, pensaremos especificamente sobre a afirmação de Paulo no texto de Romanos 11.36. Até a próxima!
Leonardo Cavalcante