sábado, 27 de agosto de 2011

Influenciando ou influenciados?



Influenciando ou influenciados?
            Pessoas falam sobre foco a todo instante. O mundo impõe que você seja focado, tenha seus objetivos bem definidos, faça escolhas que sejam lucrativas, seja assertivo, dinâmico, proativo...! Bom, tudo isso aponta para algo chamado sucesso (pessoal e profissional) se tornou o grande alvo da vida das pessoas, que cada vez mais egoístas, voam atrás da construção de reinos neste mundo.           O grande espanto surge quando observamos a caminhada da Igreja dos nossos dias, porque o comportamento prevalecente é terrivelmente constatado nos arraiais evangélicos. Na grande maioria das Igrejas evangélicas no Brasil, a falta de exposição Bíblica, de compromisso integral com Deus e a ênfase nas “teologias” que ensinam prosperidade material e foco no bem estar, em que o homem é o centro, servem como provas da superficialidade e mundanização dos crentes. E esta é a palavra que define bem os crentes atuais, superficiais e mundanos.
            Os que agora gozam da vida conquistada por Cristo na cruz são chamados a fazer morrer a natureza terrena (Cl 3.5), a não se conformarem (tomar a forma) com este século (Rm 12.2), a não andar como andam os gentios (Ef 4.17), ou seja, aquilo que pertence ao velho homem não faz mais parte da nova e verdadeira vida. Todavia, não é isso que é visto. O que se percebe é o prevalecer dos conceitos e filosofias mundanas e um constante esvaziar do Espírito e da Palavra. Estes fatores alimentam o amor ao “eu” e a incredulidade no caráter de Deus e em Sua Palavra se tornam ainda maiores fazendo com que os propósitos do mundo passem a ser os propósitos daqueles que já experimentaram o amor derramado na cruz. De forma bem prática, a Palavra de Deus e a vida com Deus é facilmente negociada por qualquer outra coisa. Jovens que não causam impacto nenhum e vivem deliberadamente em pecado, casais que se destroem por investirem mais nos movimentos impostos pelo mundo, como o obter sempre mais, por exemplo, e não vivem o caminho de Deus para o casamento. O que falar da criação dos filhos, do relacionamento dos filhos com os pais? O que falar do modo como conduzimos nossas relações no trabalho? Entretanto, essa vida contaminada com o mundanismo não interfere apenas internamente, pessoalmente ou em núcleos menores. Ela se expande. Como? Passamos a compartilhar essa cosmovisão com quem se aproxima de nós. Exemplo, quantos jovens muitas vezes se reúnem em programações com o intuito de, após esses encontros, “curtirem” suas baladas, farras e até motéis, o que está acontecendo? Eles estão compartilhando as trevas do seu coração com outros e sem sombra de dúvida discipulando de maneira corrompida até crentes novos na fé.         
Penso na Igreja primitiva, penso nos grandes avivamentos, mas penso em pessoas simples que amam e andam com Deus e não só causam impacto onde vivem, mas são também uma denúncia contra aqueles que se perderam na caminhada. Assim como aconteceu na cidade de Antioquia, onde os discípulos por sua integridade na caminhada com Deus foram chamados de pequenos Cristos, que tenhamos hoje nosso foco não na busca por sucesso ou no empreendimento de reinos aqui neste mundo, todavia que sejamos lançados no mundo como gente que é chamada para fazer discípulos de Cristo.
Leonardo Cavalcante  

terça-feira, 7 de junho de 2011

Guerra dos Mundos


“Guerra dos mundos”
“Acreditar em si mesmo é fundamental na luta por uma aprovação em um concurso público. Enxergue-se como alguém capaz de superar seus próprios limites. Não importa se ninguém acreditar no seu potencial, desde que você acredite!!”
www.lutadeumconcurseiro.com

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.”
Paulo em Rm 11.36

            Eu não sei você, mas quando lemos estas duas sentenças percebemos um distanciamento enorme entre elas. A primeira reflete bem o coração do homem que tem em si, um local de adoração todo ornamentado e consagrado a um deus chamado “eu”. Na verdade, esta é uma das questões fundamentais “proporcionadas” pela queda. Todos concebem a realidade por aquilo que é aprendido de forma pré-discursiva (nos primeiros anos de vida) e discursiva, concreta e abstrata, humanista e mística. Esta realidade se estabelece, de forma prática, naquilo que eu tenho que “ser” e “ter”, daí então, é criado um ambiente onde cada pessoa precisa firmar seu reino aqui na terra. As lutas para que este reino seja efetivado, demandada das pessoas uma agenda totalmente direcionada para a edificação e promoção desse reino pessoal. Sacrifícios são requeridos e afirmações de que, tudo é seu, acontece por meio de você (esforço, capacitações) e para você (num sentido de glória e méritos pessoais), saturam a mente das pessoas definido assim o comportamento social. A sociedade por sua vez alimenta esta cosmovisão levando as pessoas a um constante estado de embriagues que é revelado em vidas cada vez mais auto-centralizadas.
            
                 Não é a toa que a sociedade atual vive um estado de degradação estrutural. No momento em que não existe mais a percepção Bíblica de um Deus que reina soberanamente e estabelece o Seu reino também nos homens, o próprio homem, de acordo com toda sua formação social e principalmente por possuir um coração corrompido pelo pecado e sujeito as ações satânicas, cria mecanismos para uma promoção de si mesmo e sua vontade. Estes mecanismos são evidenciados no comportamento corriqueiro das pessoas, quando estas, traçam seus objetivos (sejam quais forem) utilizando-se de meios, na maioria das vezes corrompidos, com a finalidade de atingirem o (os) propósito (os) determinado (os). Poderíamos citar vários aspectos que compõem esta realidade social que nos cerca, mas gostaria de pensar em alguns bem claros, por exemplo, a família, a sociedade e a natureza.

     As relações familiares atuais sofrem um dos maiores embates da história. A corrupção dentro dessa estrutura Bíblica tem gerado uma série de tragédias no mundo. Como isso acontece? Bom, uma visão de mundo não surge de uma hora pra outra, ela é fomentada desde a mais tenra idade. Ou seja, aquilo que desde cedo influencia o coração de uma pessoa, um dia, pode será compartilhado por ela dentro de um grupo, que por sua vez, dentro de uma estrutura de plausibilidade, compartilhará com outros grupos, fazendo com que esta visão que antes era familiar, se torne regional e quem sabe até global. Alguns pontos podem ser elencados como fatores que têm afetado a família, um fato bem nítido é a inversão dos papeis na relação marido e mulher que gera uma crise de identidade profunda entre casais levando ao fim muitos casamentos. O homem não sabe mais o que é ser homem, para ele, ou se vivencia a figura de um ditador, ou a de um cãozinho de estimação preso em uma coleira. Do outro lado, a mulher vem perdendo as características da piedosa mãe e esposa para uma burocrata que lidera, luta e empreende para garantir seu lugar ao sol.  A falta de identidade e a ausência desses pais devido às pressões da sociedade e ao corre-corre diário para a obtenção de recursos, na intenção de “garantir um futuro melhor” para os filhos, ou para uma vida mais satisfatória, por sua vez, envia ao mundo uma geração de filhos sem afeição natural e com transtornos psíquicos que tem como base a ansiedade. Isso se vê com clareza no aumento da violência, na falta de limites, respeito, imoralidade sexual e outros fatores que se estampam nas páginas dos jornais, na internet e em noticiários televisivos diariamente, comprovando que viagens e coisas não substituem a falta dos pais.

          Se dentro das casas as relações andam assim, o que pensar do momento em que saímos dela? A falta de identificação com o próximo vem tomando formas aberrantes. Como explicar as chacinas, o assassinato de mendigos nas ruas, os estupros, o ganhar dinheiro promovendo a morte de milhares de pessoas através da produção e venda de drogas? Como não negar as negociatas, o caixa dois, a sonegação, os papeis encobertos, as mentiras? A falta de identificação com o próximo é tão grande que antes ficávamos espantados, quase que sem dormir, ao ver a imagem de pessoas assassinadas, contudo hoje em dia isso se tornou algo comum. Ver crianças cheirando cola ou usando crack, mendigando nos sinais, perceber famílias em situações miseráveis e esta incrível disparidade social, são coisas que não nos sensibilizam. Os fins de fato têm justificado os meios, porque não importa aquilo que “eu” faça, contudo, se “eu” obtiver aquilo que quero então está valendo, não importa se haverá fraudes, mágoas, se reputações serão abaladas, importa o meu alvo, a minha meta. Na ânsia pelo ter e ser, o homem se torna muitas vezes um ser repugnante e coisas que antes eram postas como grandes absurdos tornam-se aceitáveis para que o reino que ele idealiza seja concretizado e bem sucedido.

      Bom, se as coisas caminham assim com pessoas, ela se torna muito pior no governo da criação. O mandato cultural que Deus deu ao homem, assim como em todas as outras áreas, foi também alvo da maldição da queda. O que presenciamos é uma utilização exagerada e irresponsável de tudo aquilo criado por Deus. As devastações, desmatamentos, a falta de saneamento são pontos que estão sempre na pauta dos candidatos, entretanto, se restringem na maioria das vezes (pra não sermos tão pessimistas) as pautas (aqui vai um link bem legal que fala sobre este assunto: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E ). Não somos bons administradores daquilo que nos foi conferido. Mesmo com toda luta para uma conscientização da população sobre sustentabilidade, preservação, conservação e coisas do tipo, estamos longe de atingirmos o ideal. Por outro lado, não podemos cair no erro de servirmos a natureza, o princípio é usá-la de forma sábia, coerente, que reflita o governo de Deus.

        Em linhas bem gerais, estes são alguns aspectos do reino dos homens. No próximo texto, pensaremos especificamente sobre a afirmação de Paulo no texto de Romanos 11.36. Até a próxima!
Leonardo Cavalcante

sábado, 28 de maio de 2011

Dá-me forças!!!


“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”
2 Tm 2.1
O que normalmente falamos para uma pessoa que conhece a Deus e está desanimada com Deus e com a vida? Bom, percebo na maioria das vezes que quando nos deparamos com situações assim, parece que nos transformamos em compêndios de auto-ajuda sempre cheios de palavras adocicadas pela sabedoria humanista e com apelos a uma melhora da auto-estima. Ah! Não poderia esquecer a tapinha nas costas e um sorriso de aparente identificação com a situação do outro.
           
          O fato é que na história da humanidade a Igreja nunca foi tão psicologizada como nos dias atuais. Essa visão se apresenta e tenta explicar as crises do coração do homem por meio de “chaves” psicológicas dentre as muitas escolas da psicologia. Um aspecto disso é que hoje “a responsabilidade e causa de atitudes erradas são sempre de alguém (outra pessoa) ou algo mais (fatores do passado, presente, etc.)”. Isto faz com que o indivíduo se torne sempre uma vítima, imputável e intocável. Outro discurso é o de que o seu bem-estar está acima de qualquer responsabilidade, acima de valores Bíblicos promovendo cada vez mais o “eu” ou o ser auto-centralizado.
       
       Quando observamos as cartas escritas ao jovem Timóteo, principalmente na segunda carta, percebemos não só aspectos doutrinários que deveriam ser observados, todavia notamos um cuidado especial de Paulo por seu filho na fé. Em especial neste versículo que tomei para refletirmos, vejo um caminho proposto pelo apóstolo para os corações desanimados em meio às circunstâncias da vida. Paulo o convoca para um fortalecimento na graça que está em Cristo Jesus. Diferente da visão humanista dos nossos dias, o chamado literal aqui, de acordo com o verbo usado no texto, é a um fortalecimento do homem interior contínuo na graça que está em Cristo, ou seja, em Cristo nós somos capacitados continuamente para que em meio às batalhas não venhamos a desfalecer. Entretanto, este mesmo verbo também está no imperativo, o que denota uma ordem, noutras palavras há um caminho de graça apresentado por Deus aos desalentados que perderam o foco da caminhada. Das muitas placas existentes nessa estrada, encontramos uma que aponta para o caminho de restauração do coração, porém, aqueles que querem continuar seguindo em outra direção encontrarão abismos e toda sorte de frustrações tudo isso porque não se submeteram ao caminho proposto por Aquele que criou o mapa e a rodovia pra que trilhássemos nela.
           
        Fortifique-se na graça que está em Cristo Jesus, perceba com clareza tudo que Ele fez e o Seu chamado que por Sua graça, capacita você, para em meio as batalhas resistir por meio dEle. Deus abençoe você!!!

Leonardo Cavalcante

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O coração idólatra


Um dos grandes, senão o maior, obstáculos na nossa caminhada da fé é o nosso coração idólatra. O coração humano é desesperadamente corrupto, os seus caminhos visam tão somente à busca por sua glória, prazer, satisfação e tudo aquilo que de alguma forma o estabeleça como um deus nesse mundo. Talvez você chegue a pensar que estou pegando pesado com isso, mas creia, não estou!

            Na queda (Gn. 3), o desejo de ser “deus” tomou conta do coração da mulher e por conseguinte de toda humanidade. Todo ser humano nasce com um desejo inato centrado no seu “eu”. Quando criança esses desejos são manifestados de formas aparentemente bobas, alguns até chegam achar engraçadinho o egoísmo infantil, contudo com o passar dos anos tudo isso vai ganhando novos contornos, aquilo que era “tão inocente” ganha aspectos mais elaborados.

            A idolatria do “eu”, usando as palavras de Brian Walsh e Richard Middleton no livro A Visão Transformadora, “é, essencialmente, uma declaração de autonomia e independência de nosso Criador, nossa rejeição de seu reino legítimo. A idolatria é retratada, na Bíblia, não meramente como um pecado entre muitos, mas como a epítome do pecado. Ela é o ato central desobediência que interrompe o governo de Deus sobre a vida humana”.

            Ainda que por vezes, muitos cheguem a minimizar o significado de idolatria a algumas religiões, o seu conteúdo central encontra-se vivo e pulsante no coração de todo homem e mulher. Entretanto, já que falei de religião, permita-me citar um exemplo que ouvi. Quando alguém se prostra perante um santo católico romano, como santo Expedito, o santo das causas impossíveis, como diria um professor, eles nem conhecem a história desse homem nem tampouco estão interessados nela, mas o que eles querem é a solução de suas causas impossíveis. Percebe a o ponto da questão? No final das contas é sempre o “eu” que precisa ser suprido. Desta forma estabelecemos ídolos menores como santos, empresas, pessoas, bens, segurança, estabilidade, políticos e políticas públicas, etc., que alimentam o ídolo maior que é o “eu” e nesse processo, lamentavelmente, o próprio Deus acaba se tornando um ídolo. Passamos de servos para pessoas que são servidas por Ele e se Ele não me serve como quero, Ele não serve para mim. Passamos a viver então uma vida apática, triste e altamente fria por que ao invés de relacionamento, adoração e louvor o que existe de fato é um desejo de que Deus me supra como sempre espero e quero. Essa vida egocêntrica vivida com Deus acaba se refletindo em minhas relações interpessoais de modo que, o meu cônjuge, meus filhos, meus pais, meus amigos, meu emprego, meus bens, todos devem me suprir e promover em meio a essa vida onde eu consumo tudo e todos com o firme propósito de alimentar meu ídolo maior que sou eu mesmo.

            Recordo-me das palavras de Jesus (Lc 9.23) quando diz aos que desejam acompanhá-Lo que todos os dias devem tomar sua cruz e segui-Lo. O que significa tomar a cruz senão a clara proposta de crucificação do “eu”. Usando as palavras do Rev. Sérgio Victalino no domingo passado (03/04/2011) quando questionou: “Onde está a vontade de um morto? Onde está a vontade de alguém que foi crucificado com Cristo e ressuscitou para uma nova vida?” Nesta nova vida Deus é de fato e de verdade o único Deus santo, digno de ser honrado e adorado. Nela Sua palavra não é questionada, mas crida e obedecida, nela o desejo de justiça não se esconde por trás de ideais e idealistas idólatras, contudo é vivenciado na prática diária de alguém que vive a vida do Reino e busca o estabelecimento desse Reino bendito em todos os lugares onde Deus o tem colocado. Nesta nova vida o discipulado não é um mero assessório, todavia fazer discípulos de Cristo se torna a expressão de um propósito soberano para vida daqueles que agora vivem pela fé no Filho de Deus. Que Deus nos abençoe!


Leonardo Cavalcante             

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Chamado

O Chamado

“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”

            No capítulo 11 de Hebreus, o Espírito Santo relaciona para nós exemplos de fé extraídos do Antigo Testamento. São a “nuvem de testemunhas” fiéis ao Senhor que o autor menciona no primeiro versículo do capítulo 12. Fala daqueles que, desde Abel até aos mártires, “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada... (homens dos quais o mundo não era digno)” (11.37,38). Depois, como se ele olhasse para a vida de cada um de nós, a igreja de Cristo hoje, diz, no capítulo 12, que na nossa luta contra o pecado ainda não temos resistido “até ao sangue”, ou seja, até à morte. O que isso quer dizer? Se olharmos para as testemunhas do capítulo 11, veremos que eram pessoas que preferiam morrer a pecar.

            Podemos imaginar Abel dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a deixar de dar ao Senhor o melhor em meu sacrifício”. Por isso, alcançou a “aprovação de Deus”(11.4). Dá para ouvirmos Abraão gritando no deserto: “Eu prefiro morrer a pecar, a desconfiar das promessas do Senhor”. Então ele “partiu sem saber aonde ia” (11.8). Conseguimos imaginar Moisés “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (11.25). E podemos visualizar ainda Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e tantos outros que se desenbaraçaram de todo peso e do pecado.

            Hebreus 11 não é apenas uma galeria dos heróis da fé. É, sim, uma cruzada pela santidade.
            Os escolhidos do coração do Pai são aqueles que, instigados pelo seu Espírito, expõem a alma sedenta de Deus, dizendo: “Eu prefiro morrer a pecar, a aborrecer o coração do meu Senhor. Para mim, é melhor morrer do que me prostituir ou adulterar; do que mentir ou enganar; do que sonegar impostos, roubar ou cobiçar. Eu prefiro morrer a amar o dinheiro, idolatrar meus bens ou corromper minha alma com a luxúria. Prefiro morrer a invejar o meu irmão, a ter amargura contra o próximo ou alimentar o ódio em minha vida”.
            Deus nos chamou à santidade. E, se algo menos que isso satisfizer o nosso coração, então todo esforço missionário não passará de aventura humana, não chegando nunca a ser obra de Deus.


*Texto extraído do livro Missões o desafio continua do Rev. Ronaldo Lidório.

terça-feira, 15 de março de 2011

“Plano de Guerra”

“Plano de Guerra”
           
   Se você fosse um estrategista de guerra como então planejar a derrota, ou a destruição total de um inimigo? Bom, não sou esse estrategista, contudo penso que esses técnicos da destruição agem na identificação e posteriormente, ataque, nas vulnerabilidades de seus inimigos.
           
    Do mesmo modo, Satanás é um perito em identificar e atacar pontos fracos. Por exemplo, uma pessoa que está fragilizada por sonhos frustrados, decepções relacionais, ansiedade e coisas do tipo é um alvo fácil. Primeiro porque em momentos assim o coração rebelde aparece duvidando do caráter de Deus e estabelecendo seus próprios caminhos. Como diz a música do Casting Crowns, de forma lenta e constante conceções são feitas, valores preciosos são negociados quando você fica aos seus próprios cuidados. Poderíamos lembrar aqui também da falta de devocionalidade que é gerada pela falta de paixão por Deus, a frieza do coração gerada pelos cuidados desse mundo... Na verdade, muitos são os fatores que geram brechas em nosso coração.        
           
      É nesse momento de brechas que se abrem onde as maiores guerras são travadas, em situações quando a armadura de Deus (Ef 6.10-20) é retirada e somos severamente atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Uma coisa que devemos estar atentos nessas guerras é que ela não é uma guerra de explosões bombásticas e coisas muito aparentes. Nosso inimigo faz as coisas de forma sorraterira, lançando dúvida sobre a Verdade e dando razão para os momentos de mentira e rebeldia do nosso coração. É um ataque muitas vezes revestido de coisas como: “o que tem de mais?”, ou, “isso é bobagem, deixe de ser xiita!”.
            
      Agora a pergunta que segue: De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o (o seu caminho) segundo a Tua palavra (Sl 119.9). Esse é o chamado a observarmos nosso caminho segundo a Palavra viva e eficaz. A deixarmos nossa incredulidade, ídolos e rebeldia cravados na cruz e seguirmos a Cristo custe o que custar. Que Deus nos abençoe!
                                                                                                                                  
                                                                                                                                  Leonardo Cavalcante

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que satisfaz seu coração? (parte 2)

O que satisfaz seu coração? (parte 2)

            O que as pessoas e até você pensaria de alguém que, segundo o padrão colocado pela sociedade, fosse bem sucedido, estruturado, promissor em sua carreira, futuro líder de uma poderosa instituição, viesse a perder tudo isso e para piorar a situação, não se tornasse um desfavorecido passivo, contudo, um perseguido, caluniado, difamado e dependente de alguém que o conduzisse por caminhos que não fossem tão agradáveis? O que sinceramente você pensaria?

            Bem, deixe-me ajudar na resposta. Você está satisfeito com quem você é hoje e com as coisas que você tem? Todos os dias somos bombardeados seja pelos meios de comunicação, seja em nossos meios de convivência por uma quantidade enorme de informações que despertam nosso coração para um tipo de sentimento que afirma que não somos quem queremos ser e nem temos o que queremos ter. Tudo isso nos leva a um descontentamento ou insatisfação com a vida que temos. Meu celular não é um iphone, meu carro não presta, meu “apertamento” não satisfaz, meu emprego é um saco, minha igreja não me serve, minha esposa, meu marido, meus filhos, meus pais... e por aí vai a listinha.

            Pensei em tudo isso observando um pouquinho a vida do apóstolo Paulo quando escreveu aos Filipenses. Enquanto muitos se convertem em um ambiente agradável e frequentam congregações confortáveis, Paulo caiu de um cavalo, ficou cego, passou a ser visto como um X9 pela igreja, enfrentou perseguições, naufrágios, apanhou um bocado e quando lembrava dos títulos e da posição que desfrutava antes de tudo isso afirmou que tudo aquilo considera como perda por causa de Cristo. Quando escreveu esta carta, ele se encontrava em uma prisão domiciliar em Roma o que não é uma situação favorável.

            Agora no capítulo 4.4 ele nos fornece o segredo da verdadeira satisfação: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: Alegrai-vos”. Ah, tudo bem, é este o segredo? Isso passa em nossa mente de forma irônica e recheada de religiosidade principalmente porque a verdade que há em nós é que isso é irreal (ainda que não afirmemos isso). A prova que não é obtida pela confissão é percebida pelos atos. Nossas escolhas, nosso modo de viver e nos posicionarmos diante do mundo é a prova mais contundente, ou, o termômetro que indica se há saude ou não em nós.

            Na verdade, a insatisfação que há em nosso coração é a prova mais clara da rebelião que existe em nós contra o caráter bom e soberano de Deus. O grande dieferencial na vida de Paulo e de tantos homens e mulheres de Deus é a vida que eles desfrutam com Ele. Mesmo em situação adversa Paulo expressa nessa carta em 16 vezes a palavra alegria que pode ser melhor traduzida por contentamento. Ele podia escrever sobre isto porque não eram as circunstâncias que enchiam seu coração, afinal, ele aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, o fato é que Deus o fortalecia. A presença de Deus e a certeza que em todas as coisas Deus estava agindo para o seu bem, forjando nele o caráter de Cristo guardava seu coração.

            Este não é um chamado à mediocridade, mas a vermos melhor quem é Deus e quem somos nós diante dEle e de Sua vontade para nossa vida. Deus cuida de você, mas, você de fato crê nisso? Deus é Senhor do tempo, todavia você mesmo sabendo disso de forma lógica se coloca submisso a esta verdade? Saiba que a queda gerou em nós um desejo por autonomia, independência, porém esta não é nossa estrutura e se insistirmos numa vida onde “nós” somos os capitães do nosso barquinho vamos cair em uma vida de ansiedade, depressões e insatisfações. Fomos criados para a glória de Deus e para vivenciarmos uma vida de fé, esperança e amor na dependência do Senhor.
            
Leonardo Cavalcante